quarta-feira, 21 de abril de 2010

CUIDANDO UNS DOS OUTROS


Desenvolver relacionamentos com os outros é muito importante para estarmos preparados para ajudar a restaurar pessoas. Para podermos ajudar, precisamos de as conhecer muito bem, de tal modo que possamos ver as lutas que se escondem para além da superficialidade que aparentam.
As palavras de Paulo, em Gálatas 6, lembram-nos que para sermos espirituais é necessário olharmos para fora de nós mesmos. Não é somente a necessidade de estarmos conscientes dos que nos rodeiam, mas conhecê-los de tal maneira que possamos ver as suas necessidades.
O orgulho faz com que desviemos a nossa atenção das cargas dos outros. Paulo avisou os crentes de que eles seriam destruídos uns pelos outros se não parassem de competir e lutar entre si.
É importante que, nas nossas vidas, o cuidado genuíno esteja acima do egoísmo. O que nós devemos ter é um espelho para erguer diante de nós mesmos, para testar as nossas próprias acções.
Ninguém pode ser responsável por saber se a nossa motivação para ajudar e o nosso cuidado pelos outros são sinceros. Nenhuma outra pessoa pode determinar se a inveja e o orgulho estão a fazer parte da nossa vida. A responsabilidade de agir com sinceridade permanece com cada um de nós. Mas não estamos totalmente sós. Podemos buscar em Deus a orientação e a direcção para estarmos certos de demonstrar um cuidado genuíno pelos outros.
As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, as que têm mais dinheiro ou as que obtiveram os melhores prémios… são aquelas que se preocupam connosco, que cuidam de nós, aquelas que estão ao nosso lado!
Paulo encorajou os cristãos a carregarem as cargas uns dos outros e a fazerem o bem. Infelizmente, estas duas acções podem ser realizadas sem haver cuidado genuíno.
Paulo mostra-nos, também, as consequências de se tentar enganar Deus. Ele volta ao princípio do semear e colher para demonstrar que as atitudes que não são sinceras se voltarão contra nós. Ele afirma que é possível semear muito bem e ainda assim não produzir um grão sequer. Muitas coisas acontecem entre o plantar e o colher, e por vezes aparece a tentação de desistir.
Talvez conheça algumas pessoas que desistiram, e por vezes até você tem tentado desistir. Mas há aqueles que persistem apesar dos obstáculos. Provavelmente, conhece pessoas que apesar de graves perdas pessoais continuaram sem desfalecer.
Sabe uma coisa? Todos nós somos tentados a desistir algumas vezes. Muitas vezes, parece que não temos a energia ou o envolvimento necessários para continuar, particularmente no que diz respeito a dar aos outros. Temos de encarar o facto de que, por vezes, a nossa vida está tão atarefada que mal temos tempo para cuidar de nós mesmos, quanto mais olhar pelos outros. A família, o trabalho, os compromissos sociais e outros factores, por vezes ocupam-nos demasiado.
Quando nos sentimos esmagados e abatidos, lembremo-nos da admoestação de Paulo "Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé". Dar-nos-á coragem para fazermos o bem a todos, incluindo a nós próprios. Precisamos de estar em boa forma física e emocional, assim como espiritual, para, continuamente, demonstrarmos genuíno cuidado pelos outros.
Elisabete Simões

5 comentários:

  1. É muito bom passar por aqui ...
    A vida realmente tem muito mais sentido quando conseguimos fazer outros mais felizes!
    Gostei muito!

    Bjs
    Milena

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  2. Muito bom este artigo! E que bom é experimentar o gozo de ajudar outros... ou ser ajudado.
    Graças a Deus pela Sua igreja.

    [Quanto à boa forma física de que falas no final é que já começo a desconfiar. Que perseguição!!!!]

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  3. Obrigada pelo teu comentário, Milena. Tu és uma das pessoas que põe isso em prática na vida da Cátia. És uma bênção!
    Cristina, de facto, há gozo quando ajudamos, pena que esqueçamos com frequência. Eu sei que tu sentes este gozo muitas vezes! Quanto à boa forma física (hehehe), não te sintas perseguida, estou contigo!!!

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  4. É verdade que o tempo corre contra nós, mas tenho aprendido ao longo dos anos que na medida que nós investimos na vida dos outros que nos rodeiam, Deus coloca pessoas à nossa volta para investir naqueles que nós mais amamos (nossa família).

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  5. Desde sempre tive uma necessidade muito grande de dar, de ajudar o próximo. Fui educada na religião católica e sempre tive dentro de mim um desejo e uma necessidade em ser útil ao próximo, e ainda hoje sou assim. Penso sempre nos outros e não penso em mim. Desde 1998 que trabalho numa Misericórdia e estou sempre pronta para preencher as necessidades dos outros, mesmo quando o sistema funciona ao contrário: privilegia-se a burocracia e esquece-se dos idosos. tenho muita necessidade e muita vontade em ajudar os outros e estou sempre disponível para ajudar quem precisa: o meu psicólogo, ora me chama Santa Casa da Misericórdia, ora me chama Madre Teresa de Calcutá. Gostava de ser como ela foi. Para mim ela é a personificação do espírito de dar aos outros. Ela dedicou a sua vida a ajudar e a levar consolo a quem precisava. Uma MULHER e um SER HUMANO excepcional. Quando vou a qualquer lado, lembro-me sempre de que poderia ajudar alguém. Amo ajudar os outros.É a minha maior alegria.

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